6 dicas para organizar as finanças e alugar um imóvel

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Pesquisa, planejamento e organização são os principais caminhos para evitar complicações financeiras ao alugar um imóvel!

  • 11/01/2020
  • GIOVANNA OLIVEIRA | FOTOS GETTY IMAGES

11 JAN 2021 – 06H02 ATUALIZADO EM 11 JAN 2021 – 10H45

5 dicas para organizar as finanças e alugar um imóvel (Foto: Getty Images)
5 dicas para organizar as finanças e alugar um imóvel (Foto: Getty Images)

Ao contrário do antigo “sonho da casa própria”, as novas gerações estão optando cada vez mais por viver em imóveis alugados. Conforme uma pesquisa realizada pela agência Today, 80% das pessoas entre 25 e 39 anos preferem alugar uma casa ou um apartamento, ao invés de comprá-los. A decisão está relacionada a uma série de fatores, inclusive ao desejo de obter a liberdade financeira sem ter que congelar uma parte da renda para o financiamento de uma propriedade. No entanto, sem o planejamento financeiro adequado, o aluguel também pode se tornar um pesadelo ao orçamento.

Organização, planejamento e pesquisa são os fatores principais para evitar complicações, seja na hora de comprar ou de alugar um imóvel. Pensando nisso, ouvimos dois especialistas e reunimos cinco dicas para te ajudar a se planejar financeiramente antes de assinar um contrato de aluguel. Confira!

1. Coloque na ponta do lápis

Antes de assinar um contrato para alugar um imóvel, é fundamental entender se o preço do aluguel é compatível com o mercado e se cabe no orçamento familiar. De acordo com a professora de finanças da Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP) e assessora de investimentos da XP Investimentos, Virginia Prestes, os custos com aluguel não devem ultrapassar 30% da renda familiar.

Além disso, nesta hora é importante considerar ainda as contas fixas, como água, luz, internet e gás, por exemplo. Afinal, estes fatores podem impulsionar os custos mensais e contribuir para o endividamento do inquilino. Em relação ao Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), que é uma destas despesas, uma dica é solicitar pagamento à vista para tentar conseguir um bom desconto, de acordo com o CEO da CredPago, Jardel Cardoso.

2. Considere os custos com a mudança

Outro custo que também deve ser levado em conta antes de alugar um imóvel são os gastos com a mudança. Apesar de não ser um custo fixo, o montante pode ser bastante alto. Assim, de acordo com Cardoso, é essencial pesquisar os valores cobrados pelas transportadoras. “Pegue referências do serviço com amigos, familiares, veja qual é a melhor opção custo-benefício e lance na sua planilha de gastos”, recomenda o executivo.

3. Esteja atento na visita

Antes de assinar o contrato, é importante checar também se o imóvel necessita de algum tipo de reforma ou reparo para evitar maiores gastos no futuro. “Caso precise de algum reparo, fale com a imobiliária para negociar se as despesas serão reembolsáveis e como serão pagas”, recomenda Cardoso.

4. Faça uma reserva de emergência

Colocar os custos na ponta do lápis pode parecer suficiente para evitar surpresas no futuro. No entanto, crises econômicas, desemprego ou imprevistos podem acontecer e colocar em risco o pagamento do aluguel. Por conta disso, segundo Prestes, é importante ter uma reserva de emergência. Basicamente, como o nome sugere, este termo representa uma quantia de dinheiro que devemos guardar para situações atípicas.

De acordo com a economista, é aconselhado que a reserva de emergência consiga cobrir ao menos quatro meses dos custos familiares. “É fundamental para que, se houver falta de emprego ou algum problema nas finanças familiares, a pessoa não se torne inadimplente”, explica.

5. Fique atento aos reajustes

Se atentar aos reajustes do aluguel também é essencial para conseguir se organizar financeiramente. No último ano, por exemplo, o Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M), principal indicador utilizado como referência para os contratos de locação, registrou a maior variação positiva dos últimos 18 anos. Entre janeiro e dezembro de 2020, o índice avançou 23,14%, o que fez com que o valor do aluguel ficasse acima do orçamento de muitas famílias.

Neste caso, uma dica é buscar contratos que utilizam outros indicadores. “É importante a pessoa ver qual índice tem mais a ver com a capacidade de pagamento dela”, explica a economista. Segundo ela, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA) ou o Índice Nacional de Custo de Construção (INCC) são opções menos voláteis que também são utilizadas em contratos de locação e que podem ser boas opções para escapar das fortes altas do IGP-M.

Nos casos em que não for possível utilizar um novo contrato baseado em outro índice de inflação, é importante que o inquilino saiba renegociar o valor do aluguel. No link, confira o passo a passo para chegar ao melhor acordo com o proprietário na hora de renegociar.

6. Compare com o financiamento

Por fim, segundo Prestes, comparar o valor do aluguel com os valores das parcelas do financiamento de um imóvel também é uma dica a ser considerada. Isso porque, em meio ao atual cenário de juros baixos da economia brasileira, adquirir uma propriedade pode ser uma alternativa bastante interessante. Neste caso, é importante considerar as necessidades e desejos de cada pessoa no médio e longo prazo, além de levar em conta o valor de entrada de um possível financiamento.

Leia mais em https://casavogue.globo.com/Arquitetura/Cidade/noticia/2021/01/5-dicas-para-organizar-financas-e-alugar-um-imovel.html

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